As Melhores coisas da Vida

"As melhores coisas da vida - simplicidade, honestidade, veracidade, pureza e integridade - não se podem vender nem comprar. Elas são gratuitas e acessíveis tanto para o ignorante como para o educado, para o humilde trabalhador como para o honrado estadista." EGW

Atividades

Eu e um grupo de amigos, fomos a cadeia civil. Depois de passarmos pela habitual revista, onde nós e nossas coisas foram “checados”, entramos num salão onde encontramos uma centena de homens que cantavam a todo o pulmão. Homens que a Procuradoria da República considera perigosos à sociedade, e com razão, pois são pessoas que por terem cometidos delitos e crimes ficam limitados no seu convívio com a sociedade. Mas nós, um grupo de umas trintas pessoas, fomos lá e ficamos a vontade entre esses homens. O que faz com que as pessoas “livres” estejam tranquilos entre os “presos”, até parece um mistério. Mas não há nada de misterioso mas sim de poderoso. O poder do amor rompe as barreiras, remove obstáculos e estabelece confiança. Atenção, aqui falo do amor acção, não apenas do amor sentimento.

O amor, que é o próprio Deus, tem poder, através de sua palavra de transformar e moldar o carácter de pessoas e quando não pode também mantê-los tranquilos quando o ambiente é próprio para o efeito. Por exemplo, tivemos a exposição da Palavra de Deus numa Praça, Praça de Palmarejo, cerca de 500 pessoas assistiam todos os dias e uma menina uma vez me perguntou: “como podem manter todas essas pessoas assentadas ordeiramente sem ter nenhuma espécie de confusão. Sem nenhum polícia no local?” É o poder da Palavra de Deus e a presença do Seu Espírito.

Na cadeia de São Martinho, nesse dia, três presidiários demonstraram publicamente, através do baptismo, que confiam que Deus os pode transformar numa nova pessoas. Homens presos” que foram libertos das garras e da escravidão do pecado (desejo incontrolável de fazer o mal – não importa o grau). Outros atenderam ao apelo de se prepararem para o mesmo acto.

Dentre os três, um jovem a quem eu dirigi e lhe disse: “Eu te conheço de algum lugar, jovem”. E ele disse: Sou de Palmarejo. Zona onde moro – fiquei feliz em vê-lo. Ele estava radiante

Mas a parte mais interessante para mim, é que depois do término do programa, ficamos numa confraternização com alguns dos reclusos. Sentei-me, por coincidência ao lado de um dos três jovens que havia baptizado, dei-lhe os parabéns e perguntei-lhe como se sentia pelo que me responde “sinto muito feliz, uma nova pessoa”, sorri e ele acrescentou: “Eu sou Titi o Policia Piquete. Você lembra do tumulto policial em frente ao Tribunal da Praia em 2008?” O meu interesse cresceu e logo mudei de posição para ouvir a sua história (leia a sua história), pedi-lhe papel do bloco de notas que tinha na mão e fiz-lhe uma entrevista.

Depois do almoço, cantamos hino “Não importa quem tú és” e de mão dadas terminamos agradecendo a Deus pela oportunidade. Voltamos à tomar os nossos documentos que deixamos a entrada e tomei a minha máquina fotográfica que não pode entrar, entramos no carro e rumamos para cidade cantando hinos de louvor – Louvado seja a Deus.